A evolução explicada para leigos

O vídeo, intitulado What is the Evidence for Evolution? (Qual a evidência para a evolução?) postado originalmente no canal Stated Clearly, e legendado pelo Luc Anderssen em português do Brasil, trás as principais evidências para a evolução das espécies, corroboradas por áreas distintas do conhecimentos científico ( embriologia, física, química geologia, biogeografia), mostrando que a Evolução enquanto teoria, vem passando por vários testes de falseabilidade, o que a torna uma teoria bem estabelecida e aceita pela comunidade cientifica.

Contudo, muita gente ainda não entende bem a evolução, e por isso acaba cometendo uma falácia lógica: A falácia da incredulidade pessoal, que resumidamente se caracteriza por:

Você considerar algo difícil de entender, ou não saber como funciona, por isso você dá a entender que não seja verdade.

Veja mais, sobre falácias lógicas em: Um livro ilustrado de maus argumentos

Por exemplo: Mary olha para duas fotografias, a primeira de um peixe, e a segunda de um ser humano, e pergunta a Cleandre, se ela é babaca o suficiente para acreditar que um peixe evoluiu até a forma humana através de um monte de eventos randômicos com o passar das eras.

Mary, não entende a evolução, logo ela deu a entender que quem concorda com a evolução é um babaca.

Cr

Assuntos como a evolução biológica através de mecanismos como a seleção natural, são um pouco complexos, e exigem que as pessoas se esforcem um pouco para compreende-los.

Mas, chega de conversa e vamos ao vídeo:

A navalha de Ockham

Guilherme de Ockham

Guilherme de Ockham

Guilherme de Ockham ou Ockam, Occam, Aquaman Auquam, Hotham (nunca vi uma grafia mais indefinida que o local onde esse cara nasceu) foi um frade franciscano que viveu no séc. XIV e defendia o princípio que agora carrega o seu nome, ligado á metáfora da navalha: a Navalha de Ockham!

Narrada pelo locutor da Seção da Tarde, fica assim:

Esse frade franciscano e sua galerinha do barulho, aprontaram altas confusões e se meteram em uma grande encrenca com o Papa devido as suas ideias da pesada. Agora viverá uma grande aventura tentando driblar a santa excomungação papal”

Resumidamente, o princípio é o seguinte:

as entidades não devem ser multiplicadas além do necessário, a natureza é por si econômica e não se multiplica em vão.

Também conhecida como Lei da Parcimônia.

A Navalha de Ockham aplicada à ciência.

Na aplicação científica, a Navalha de Ockham indica que, se em tudo mais duas teorias são iguais, a mais simples (a que exige menos hipóteses) deverá ser aceita. A tirinha abaixo explica melhor a situação:

Dilema

Na lógica isso funciona assim:

A Navalha de Ocam aponta a hipótese de maior probabilidade entre duas teorias, indicando que a cada hipótese extra (princípio da parcimônia), logo desnecessária acrescentada a uma teoria a torna menos provável. (vale lembrar que estamos comparando teorias nesse exemplo)

Suponha uma teoria T1 que seja correta e formada com N hipóteses: H1, H2…Hn onde todas elas sejam necessárias para que a teoria funcione corretamente.

Podemos escrever isso, simplificadamente, da seguinte forma:

 T1= (H1, H2…Hn).

Suponha agora outra teoria T2, rival de T1, que contenha as mesmas N hipóteses de T1 acrescida de uma hipótese extra e desnecessária “D0”. Assim:

T2= (H1, H2.. Hn, D0).

Agora, se temos todas as condições nas quais as hipóteses de T1 sejam satisfeitas, então a teoria T1 deverá nos dar as predições corretas. A teoria T2, por sua vez, só dará o resultado correto se a hipótese desnecessária “D0” for verificada. Mas como, por definição, “D0” é uma hipótese desnecessária, a teoria T2 poderá dar um resultado falso quando deveria dar um resultado verdadeiro, pois depende do valor da hipótese desnecessária “D0”.

Provamos assim que hipóteses desnecessárias fazem com que uma teoria que poderia ser correta torne-se falsa. Dessa forma, podemo afirmar que teorias que respeitam a “navalha de Occam” têm maior probabilidade de serem verdadeiras do que aquelas que não satisfazem a navalha.

Esse raciocínio que é muito aplicado no método científico, é expresso de uma forma um pouco reformulada pelo nosso querido Carl Sagan, onde ele diz o seguinte:

Alegações extraordinárias, exigem evidências extraordinárias

Contudo, deve-se ter cuidado ao aplicar a Navalha de Occam, pois muitos confundem seu princípio com a ideia de que, sempre que uma coisa for complexa, tem que ser descartada.

Além disso, muitos poderão pedir para que você prove que a H0 (hipótese desnecessária) seja provada, o que caracteriza uma falácia lógica denominada Inversão do ônus da prova (Leia mais sobre falácias lógicas nesse livro ilustrado disponibilizado aqui: Um Livro Ilustrado de Maus Argumentosonde a pessoa que defende tal hipótese tem o ônus da prova, mas usa dessa falácia, para se livrar do ônus de prová-la.Resumindo, O ônus (obrigação) da prova está sempre com quem faz uma afirmação, nunca com quem refuta a afirmação.

Então, vamos parar de criar teorias de como os “círculos alienígenas” surgiram no milharal, e vamos aplicar corretamente essa Navalha destruidora de exageros teóricos que Giherme de Ockham, nos deixou.

Um livro ilustrado de maus argumentos – Baixar Livro online Grátis

Olá, seus Plutão. Trago aqui um manual ilustrado de maus argumentos. Quero todo mundo que acompanha o blog, manjando  na identificação das falácias lógicas.

Uma coisa interessante sobre uma falácia lógica, é que quando você aprende o princípio, você nunca mais esquece, e começa a identificar as mesmas nos argumentos das pessoas.

Eu indico começar a leitura pelo final, onde se tem várias definições de termos importantes, e alguns princípios.

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Um Livro Ilustrado de Maus Argumentos, de autoria de Ali Almossawi.

Segue o link para baixar o livro online, em Português do Brasil: Um livro ilustrado de maus argumentos .