EVOLUÇÃO E SARS-CoV2 – A RELAÇÃO EVOLUTIVA ENTRE O CORONAVÍRUS HUMANO, PANGOLINS E MORCEGOS.

É possível que pangolins não estejam diretamente envolvidos no salto do SARS-CoV-2 para seres humanos. Pangolins são de crescente importância e …

EVOLUÇÃO E SARS-CoV2 – A RELAÇÃO EVOLUTIVA ENTRE O CORONAVÍRUS HUMANO, PANGOLINS E MORCEGOS.

COMO O ESTRESSE DO CORONAVÍRUS PODE ATRAPALHAR NOSSO CÉREBRO.

Estudos de imagem mostram que devemos nos dar um tempo. Por Laura Sanders. Estou dentro do prazo, mas em vez de me concentrar, minha mente vibra com …

COMO O ESTRESSE DO CORONAVÍRUS PODE ATRAPALHAR NOSSO CÉREBRO.

Usando isótopos de carbono para desmascarar o comércio do falso uísque raro

Imagine uma garrafa de Uísque escocês de 1863. Não é preciso ser um connoisseur para imaginar que se trata de um item raro. Esses uísques são objetos de cobiça de colecionadores que pagam milhares (e ate milhões) de dólares por uma única garrafa.

Entretanto, pesquisadores do Centro de Pesquisa Ambiental das Universidades Escocesas (Scottish Universities Environmental Research Centre – SUERC) utilizaram a marcação por Carbono 14 (14C) para determinar a real idade dos supostamente raros rótulos de uísque. O estudo, que utilizou o decaimento do carbono da cevada de rótulos com idade conhecida (entre 1950 e 2015) para realização de uma curva de calibração, chegou a conclusão de que muitas das supostas garrafas raras de uísque, não eram tão raras assim e que se tratavam de uísques fraudulentos.  Das 221 garrafas analisadas, cerca de 50% eram discrepantes com relação ao ano de destilação descrito no rótulo. Uma delas (Talisker 1863), pode ter sido destilada entre 2007 e 2014. Já o  Laphroaig 1903, pode ter sido destilado após 2011.

Mais uma vez a ciência salvou o dia contra o charlatanismo.

 

Uaite rorse

 

Carta das Universidades Pela Democracia

Diante dos recentes acontecimentos na atual conjuntura política brasileira, pesquisadores e intelectuais de diversas áreas e de amplo espectro político, assinaram uma carta em defesa dos Direitos Humanos, da liberdade de pensamento e expressão. Sendo esse um blog majoritarimente sobre ciências, dado que o conhecimento científico vem se construindo sobre as bases do livre pensar, venho aqui endossar o apoio ao que foi aí expresso: Segue a carta:

O Brasil atravessa, novamente, um daqueles momentos cruciais em que a consciência democrática da nação precisa levantar-se para afirmar os valores fundamentais da liberdade, da razão e dos direitos humanos. Ameaçada por uma tosca pregação autoritária, que não se peja em enaltecer a ditadura de 1964, a democracia duramente construída no país pode outra vez perecer, como aconteceu no período histórico ora elogiado por um dos candidatos à Presidência da República na eleição decisiva que se aproxima. Por isso, acima e além das divisões ideológicas, partidárias e filosóficas que nos separam, decidimos nos unir em defesa do bem maior que representa podermos resolver as nossas diferenças em paz, dentro do Estado de Direito, e no respeito absoluto pela opinião alheia.

A universidade conhece de sobra o horror das intervenções arbitrárias. Instituição cujos objetivos máximos são o cultivo e a transmissão da Inteligência, ela depende do livre curso das ideias, para realizar a contento a tarefa que lhe cabe. Os ares sombrios da intolerância sufocam a atividade universitária, que desde sempre na história resistiu às pressões do pensamento único.

O processo eleitoral em curso trouxe à tona fantasmas do passado. Palavras simpáticas a torturadores, sugestões de uso da violência contra adversários políticos, cogitações de golpe foram repetidas, para quem quisesse ouvir, pela chapa que terminou o primeiro turno em primeiro lugar. Os candidatos que as proferiram pretendem com elas intimidar os democratas e, quem sabe, preparar o terreno para aventuras de maior alcance contra o regime estabelecido na Constituição Federal aprovada em 1988.

Nós, professores, estudantes e funcionários das universidades brasileiras, desejamos, nesta hora perigosa, ressaltar que a democracia, o livre pensar, a autonomia do ensino, são cláusulas pétreas das quais não abriremos mão em nenhuma hipótese.

 

 

São Paulo, 18 de outubro de 2018.

 

Você pode assinar a carta clicando aqui.

 

Pessoas que já assinaram:

Os historiadores Boris Fausto, Fernando Novais, Laura Mello e Souza e Luiz Felipe de Alencastro, os juristas Conrado Hubner Mendes, Dalmo Dallari, Fábio Comparato, Gilberto Bercovici, José Gregori e Pedro Dallari, os economistas Laura Carvalho, Leda Paulani, Lena Lavinas, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Luiz Gonzaga Belluzzo, Paulo Furquim de Azevedo, Pedro Rossi e Fernando Rugitsky, os filósofos José Arthur Giannotti, Marilena Chauí, Marcos Nobre, Paulo Arantes, Ruy Fausto e Vladimir Safatle, os sociólogos Brasilio Sallum Jr, Gabriel Cohn e Maria Arminda do Nascimento Arruda, o crítico literário Roberto Schwarz, as arquitetas Ana Lanna, Ermínia Maricato e Raquel Rolnik, as antropólogas Alba Zaluar, Lilia Schwarcz e Manuela Carneiro da Cunha, os jornalistas Eugênio Bucci e Carlos Eduardo Lins da Silva, a educadora Lisete Arelaro e os cientistas políticos Cláudio Couto, Elizabeth Balbachevsky, Maria Hermínia Tavares de Almeida, Maria Victoria Benevides, Paulo Sérgio Pinheiro, Leonardo Avritzer, Luis Felipe Miguel e André Singer.

Astrobiologia: uma ciência emergente – Baixar livro online grátis

A Astrobiologia é uma área recente de pesquisa científica, que procura entender o fenômeno da vida em nosso Universo, não se restringindo apenas à vida na Terra, ou mesmo à vida como a conhecemos. Ela aborda algumas das questões mais complexas sobre os sistemas biológicos, como sua origem, evolução, distribuição e futuro, na Terra e, possivelmente, em outros planetas e luas. Por ser multi e interdisciplinar é, acima de tudo, uma ferramenta para facilitar a comunicação e interação entre especialistas de diferentes áreas, e também com a população em geral, já que trata de temas que despertam o interesse geral.

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Pela primeira vez, temos as ferramentas tecnológicas e o rigor científico à disposição para lidar com alguns dos problemas mais complexos e antigos da humanidade: De onde viemos? Para onde vamos? Estamos sozinhos no Universo? A Astrobiologia procura responder essas perguntas baseando-se na história da vida na Terra e suas relações com o planeta, extrapolando esse conhecimento para o desenvolvimento de metodologias para o estudo de outros mundos, seja com robôs, missões tripuladas ou técnicas astronômicas. Os cientistas dessa área estão desbravando novas fronteiras do conhecimento humano, mas esse é apenas o início desse esforço interdisciplinar e internacional, que já está se estabelecendo também no Brasil. (Texto retirado do site: http://www.tikinet.com.br/iag/)

O Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da USP divulgou um e-book gratuito sobre o tema. Além da edição caprichada, o volume foi escrito de olho no público amador e está muito, muito fácil de entender. Vale a pena dar uma olhada.

Você pode fazer o download aqui

Ebola: uma visão geral

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Fonte: Center for Disease Control and Prevention -CDC

 

A epidemia de febre hemorrágica causada por Ebola em 2014 no oeste da África, é de longe o maior surto desse agente que já existiu. O Agente etiológico dessa doença, o ZEBOV (Zaire Ebolavirus) e outras espécies de Ebolaviroses, estão classificados no gênero Ebolavirus da família  Filoviridae (denominados assim pelo seu aspecto de filamento). ZEBOV  é um agente, que se não fosse a indiferente natureza de um vírus, poderia obter facilmente o adjetivo de assassino em série, sem muito esforço, o vírus é letal pra cerca de 90% das pessoas que o contraem. A morte geralmente é resultante de falência múltipla dos órgãos e complicações hemorrágicas graves (dizendo de outra forma, não tão fofa e sensacionalista, o acometido se esvai em sangue por todo e qualquer orifício do corpo).

As filoviroses (Ebola, Zaire, Marburg etc) são autóctones da África. O nome Ebola é derivado do rio Ebola, situado na República Democrática do Congo, onde os primeiros caso da febre hemorrágica foram reportados em 1976. As evidências sugerem que o Ebola tem um ciclo silvestre que se dá entre morcegos ( O reservatório que agiria como um vetor) e outros animais como primatas e antílopes. Os humanos provavelmente contraíram o vírus pelo contato com esses reservatórios animais, seja por caça ou preparo da mesma para alimentação.

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A infecção do vírus Ebola de humano para humano pode acontecer pelo contato com o sangue ou fluidos corporais de um indivíduo infectado, ou contato com corpos de vítimas da febre hemorrágica. Há indícios de que o vírus também possa ser transmitido pelo ar, e data a agressividade do Ebola (Infectando primatas e sem cura pós-infecção), no jargão científico, ele é chamado de um agente quente, tanto que as pesquisas realizadas com Ebola, são realizadas em laboratórios de nível de biossegurança 4 (NB4), onde os laboratórios são em geral subterrâneos e os pesquisadores usam trajes espaciais biológicos, com o intuito de evitar qualquer eventual contato com o patógeno.

Dados da WHO (World Health Organization) indicam que até 17 de janeiro de 2016, 28.602 casos, desses foram a óbito 11.301 (ver tabela), incluindo países não só africanos, como também Europeus e os EUA.

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Apesar de ainda não termos nenhum tratamento para a doença em casos de infecção, foi recentemente desenvolvida uma vacina que provê com 100% de eficácia, proteção contra o Ebola, fato a se comemorar na comunidade científica. Entretanto, pouco se sabe sobre a doença e longo é o caminho a ser trilhado no sentido de erradicar totalmente essa mazela emergente do mundo.

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Fontes:

http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2016/ebola-vaccine-results/en/

http://mobile.nytimes.com/2016/12/22/health/ebola-vaccine.html

https://www.cdc.gov/vhf/ebola/resources/virus-ecology.html

http://www.universoracionalista.org/vacina-contra-ebola-passa-no-primeiro-teste-em-humanos/

Zawilińska B1, Kosz-Vnenchak M. General introduction into the Ebola virus biology and disease. (2014) <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25694096&gt;

Vamos falar sobre o Zika Vírus?

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Estrutura do Zika Vírus

1) Zika vírus é sim transmitido por mosquitos:

http://www.sciencedirect.com.sci-hub.io/…/…/0035920352900424

2) Zika vírus não foi espalhado: pelo governo; por alguma empresa ou grupo empresarial que está querendo dominar o mundo ou fazer controle de natalidade. (alerta iluminati)

3) Zika vírus e microcefalia: é muito provável que exista essa relação.

Mais fontes da relação entre microcefalia e a contaminação por Zika:
http://www.bbc.com/…/20…/01/160127_atualiza_entenda_zika_lab

http://genereporter.blogspot.com.br/

http://g1.globo.com/…/relacao-entre-microcefalia-e-zika-so-…

4) Não são os “cientistas malucos com o cão no couro” que estão “soltando mosquitos mutantes” com a intenção de espalhar o Zika no mundo.

Mais fontes sobre Mosquitos transgênicos: http://g1.globo.com/…/mosquitos-transgenicos-diminuem-infes…

http://g1.globo.com/…/entenda-como-funciona-o-combate-dengu…

http://saude.terra.com.br/mosquitos-transgenicos-sao-usados…

5)Não, não foi um lote vencido de vacina contra rubéola, aplicado em grávidas, que causou os casos de microcefalia em recife ( Grávidas nem podem tomar vacina contra rubéola)

http://www.e-farsas.com/vacina-contra-a-rubeola-foi-a-causa…

Chega de boatos idiotas. Não aguento mais ouvir esses boatos em filas de bancos, em conversas familiares ou em encontros casuais. Não compartilhem boatos. Procurem se informar antes. Se não tem tempo de se informar, repito, não compartilhem.

O bom senso, a inteligência e a lógica agradecem muito!

P.s. criar mais focos para a “mosquita” não vai ajudar muito.

Humildade

Vi essa tirinha no site do genial Zen Pencils, e de imediato recordei do texto Pale Blue Dot ( O pálido ponto azul) do nosso querido Carl fodão das galáxias Sagan. Onde ele faz uma reflexão sobre a nossa (in)significância diante do cosmos, sobre humildade e caráter. Na ocasião, a NASA, com sonda Voyager 1 tirava fotos do sistema solar com a intenção de montar uma espécie de mosaico do sistema solar. uma dessas fotos que a Voyager retornou, é a que segue:

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Nela, vemos a Terra a 6,4 bilhões de Km de distância, onde a mesma aparece como um pequenino ponto azul, imagem que deu origem á bela reflexão do Carl Sagan. Deixo aqui, a tirinha, e logo após, o texto do Sagan. Life long and prosper!

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Olhem de novo esse ponto. É aqui, é a nossa casa, somos nós. Nele, todos a quem ama, todos a quem conhece, qualquer um sobre quem você ouviu falar, cada ser humano que já existiu, viveram as suas vidas. O conjunto da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas confiantes, cada caçador e coletor, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e camponês, cada jovem casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada professor de ética, cada político corrupto, cada “superestrela”, cada “líder supremo”, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali – em um grão de pó suspenso num raio de sol.

A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, pudessem ser senhores momentâneos de uma fração de um ponto. Pense nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores de um canto deste pixel aos praticamente indistinguíveis moradores de algum outro canto, quão frequentes seus desentendimentos, quão ávidos de matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios.

As nossas posturas, a nossa suposta autoimportância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são desafiadas por este pontinho de luz pálida. O nosso planeta é um grão solitário na imensa escuridão cósmica que nos cerca. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de outro lugar para nos salvar de nós próprios.

A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que abriga vida. Não há outro lugar, pelo menos no futuro próximo, para onde a nossa espécie possa emigrar. Visitar, sim. Assentar-se, ainda não. Gostemos ou não, a Terra é onde temos de ficar por enquanto.

Já foi dito que astronomia é uma experiência de humildade e criadora de caráter. Não há, talvez, melhor demonstração da tola presunção humana do que esta imagem distante do nosso minúsculo mundo. Para mim, destaca a nossa responsabilidade de sermos mais amáveis uns com os outros, e para preservarmos e protegermos o “pálido ponto azul”, o único lar que conhecemos até hoje.

Carl Sagan.

A evolução explicada para leigos

O vídeo, intitulado What is the Evidence for Evolution? (Qual a evidência para a evolução?) postado originalmente no canal Stated Clearly, e legendado pelo Luc Anderssen em português do Brasil, trás as principais evidências para a evolução das espécies, corroboradas por áreas distintas do conhecimentos científico ( embriologia, física, química geologia, biogeografia), mostrando que a Evolução enquanto teoria, vem passando por vários testes de falseabilidade, o que a torna uma teoria bem estabelecida e aceita pela comunidade cientifica.

Contudo, muita gente ainda não entende bem a evolução, e por isso acaba cometendo uma falácia lógica: A falácia da incredulidade pessoal, que resumidamente se caracteriza por:

Você considerar algo difícil de entender, ou não saber como funciona, por isso você dá a entender que não seja verdade.

Veja mais, sobre falácias lógicas em: Um livro ilustrado de maus argumentos

Por exemplo: Mary olha para duas fotografias, a primeira de um peixe, e a segunda de um ser humano, e pergunta a Cleandre, se ela é babaca o suficiente para acreditar que um peixe evoluiu até a forma humana através de um monte de eventos randômicos com o passar das eras.

Mary, não entende a evolução, logo ela deu a entender que quem concorda com a evolução é um babaca.

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Assuntos como a evolução biológica através de mecanismos como a seleção natural, são um pouco complexos, e exigem que as pessoas se esforcem um pouco para compreende-los.

Mas, chega de conversa e vamos ao vídeo:

Pense Cientificamente

Letramento Científico

Darei início aqui, uma série de posts, em que irei abordar, e tentar discutir a importância da educação científica, como ferramenta, não só de produção do conhecimento, mas também, como uma forma lógica e sistemática de pensar, que nos permite enquanto seres humanos ( somos seres humanos, certo?) questionar e avaliar informações que chegam até nós, de uma forma crítica e cética, permitindo assim, não só o pleno exercício da cidadania, mas também da construção da autonomia do nosso próprio processo de concepção pessoal frente a essa sociedade que cada vez mais produz lixo literário, seja ele de noticiários, ou até mesmo de cunho acadêmico, frutos de uma sociedade que não entende de ciência.

Veja também: A navalha de Ockham

Irei abordar aqui, temas como:

  • Método CientíficoMétodo Científico
  • Redação Científica
  • Educação Científica
  • Letramento Científico
  • Transposição Didática
  • Ciência e Tecnologia

Dentre outros…

Veja também: Um dia no laboratório

O Objetivo principal dessa série de posts, é tentar sensibilizar os leitores de que ao desenvolver a capacidade de usar o conhecimento científico, identificar problemas e tirar conclusões com base em evidências, o mesmo poderá tomar decisões mais seguras, não só sobre o mundo natural, mas também, em âmbito sociopolítico e cultural.