Como as diferenças ajudam na cooperação, um estudo de sociofísica

Hoje continuaremos a série explicando em termos leigos alguns dos meus artigos. Já falamos um pouco sobre o assunto na postagem de Cooperação e …

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Kit de ferramentas para pesquisador

Ok, você leu esse post sobre como começar a fazer pesquisa, e depois esse outro sobre os melhores jeitos de começar uma revisão bibliográfica. Você …

Kit de ferramentas para pesquisador

EVOLUÇÃO E SARS-CoV2 – A RELAÇÃO EVOLUTIVA ENTRE O CORONAVÍRUS HUMANO, PANGOLINS E MORCEGOS.

É possível que pangolins não estejam diretamente envolvidos no salto do SARS-CoV-2 para seres humanos. Pangolins são de crescente importância e …

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COMO O ESTRESSE DO CORONAVÍRUS PODE ATRAPALHAR NOSSO CÉREBRO.

Estudos de imagem mostram que devemos nos dar um tempo. Por Laura Sanders. Estou dentro do prazo, mas em vez de me concentrar, minha mente vibra com …

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Cientistas conseguem alterar algas para produzir hidrogênio

Cientistas conseguiram alterar a fotossíntese em algas com objetivo de desviar o fluxo de elétrons da assimilação de CO2 para a redução de prótons. O…

Cientistas conseguem alterar algas para produzir hidrogênio

Usando isótopos de carbono para desmascarar o comércio do falso uísque raro

Imagine uma garrafa de Uísque escocês de 1863. Não é preciso ser um connoisseur para imaginar que se trata de um item raro. Esses uísques são objetos de cobiça de colecionadores que pagam milhares (e ate milhões) de dólares por uma única garrafa.

Entretanto, pesquisadores do Centro de Pesquisa Ambiental das Universidades Escocesas (Scottish Universities Environmental Research Centre – SUERC) utilizaram a marcação por Carbono 14 (14C) para determinar a real idade dos supostamente raros rótulos de uísque. O estudo, que utilizou o decaimento do carbono da cevada de rótulos com idade conhecida (entre 1950 e 2015) para realização de uma curva de calibração, chegou a conclusão de que muitas das supostas garrafas raras de uísque, não eram tão raras assim e que se tratavam de uísques fraudulentos.  Das 221 garrafas analisadas, cerca de 50% eram discrepantes com relação ao ano de destilação descrito no rótulo. Uma delas (Talisker 1863), pode ter sido destilada entre 2007 e 2014. Já o  Laphroaig 1903, pode ter sido destilado após 2011.

Mais uma vez a ciência salvou o dia contra o charlatanismo.

 

Uaite rorse

 

Terapia baseada em realidade virtual tem benefícios reais para alguns tipos de transtornos mentais

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Hardware barato e fácil de usar poderia ajudar a terapia de RV a ser popular

Edwin ajustou o fone de ouvido e segurou o controle do jogo com as duas mãos. Ele engoliu em seco. O cara tinha boas razões para estar nervoso. Ele estava prestes a entrar em um ambiente virtual feito sob medida para fazer seu coração bombar mais do que qualquer videogame cheio de ação: Um café cheio de gente.

Determinado a superar seu medo reincidente de que outras pessoas querem machucá-lo, Edwin havia se inscrito em um estudo de uma nova terapia de realidade virtual. A pesquisa teve como objetivo, ajudar as pessoas com paranóia a se sentirem mais confortáveis em locais públicos. Nesse programa, descrito em março no Lancet Psychiatry, Edwin podia visitar uma loja ou embarcar em um ônibus lotado.

Estranhos virtuais podem ser assustadores, assim como pessoas reais. Edwin, que havia sido diagnosticado com esquizofrenia paranóica, frequentemente achava tarefas simples, como compras de supermercado, esmagadoras e exaustivas.

Mas enfrentar multidões simuladas, veio com regalias. Em um computador próximo, estava sentado o psicólogo clínico Roos Pot-Kolder, da Universidade de Amsterdã. Ela poderia personalizar o número de avatares e definir seus níveis de amizade em cada cena. Dessa forma, Edwin poderia progredir em seu próprio ritmo.

Durante uma sessão, Pot-Kolder treinou Edwin para desafiar suas próprias suposições paranóicas. Se ele visse um avatar irritado, ela perguntou: “Quais poderiam ser outras razões para parecer louco, além de querer machucá-lo?” Edwin ofereceu: A pessoa poderia estar cansada ou com problemas pessoais.

Após três meses de tratamento com RV, os passeios públicos foram mais fáceis, disse Edwin, que pediu que seu sobrenome não fosse usado. “Senti mais liberdade, mais relaxada.” Ele até fez um poema para 500 pessoas em um show de talentos, que ele “não ousaria” antes.

Pesquisadores vêm desenvolvendo sistemas de realidade virtual que ajudam pessoas a superar fobias específicas desde os anos 90. A terapia de RV, desde então, expandiu-se para tratar de transtornos de ansiedade mais complexos, como ansiedade social e estresse pós-traumático, e até mesmo a ansiedade associada à esquizofrenia paranóide para pessoas como Edwin.

“O principal ingrediente para um tratamento eficaz para os transtornos de ansiedade é … você precisa enfrentar seus medos”, diz Stéphane Bouchard, um ciberpsicólogo clínico da Universidade de Quebec, em Outaouais, no Canadá. Ele está se referindo ao que é conhecido como terapia de exposição. Com o apoio emocional de um terapeuta, a terapia de exposição ajuda a dessensibilizar o paciente para qualquer que seja o medo. Os pacientes geralmente enfrentam seus medos na vida real ou, se o medo é uma lembrança traumática, repetidamente revivem o evento em sua imaginação.”

Mas confrontar medos pode ser mais fácil em um ambiente virtual. Um paciente com fobia de voo pode decolar e aterrissar muitas vezes em uma única sessão de RV sem o custo e o incômodo dos vôos reais. Veteranos com estresse pós-traumático que não se lembram de uma lembrança traumática em grande detalhe podem representar uma procuração próxima na RV para uma experiência terapêutica mais potente. O mesmo vale para aqueles que reprimem memórias dolorosas.

Até recentemente, o preço e a complexidade dos equipamentos de RV, que podiam custar dezenas de milhares de dólares, limitaram a terapia de RV a alguns laboratórios de pesquisa e clínicas. Agora, há headsets baseados em computador, como o Oculus Rift, que custam apenas algumas centenas de dólares, além de fones de ouvido como o Samsung Gear VR, que transformam smartphones em telas de realidade virtual por cerca de 100 dólares.

Com sistemas mais baratos e mais fáceis de usar, prontos para tornar a terapia de realidade virtual disponível para muitos mais pacientes, os pesquisadores estão testando os limites dos poderes terapêuticos da RV para tratar uma gama mais ampla de distúrbios ou, em alguns casos, substituir completamente o terapeuta.

Texto traduzido por Mayke Alencar; postado originalmente em Sciencenews

This article appears in the November 10, 2018 issue of Science News with the headline, “Erasing Fear: Virtual reality therapy has real-life benefits for some disorders.”

Astrobiologia: uma ciência emergente – Baixar livro online grátis

A Astrobiologia é uma área recente de pesquisa científica, que procura entender o fenômeno da vida em nosso Universo, não se restringindo apenas à vida na Terra, ou mesmo à vida como a conhecemos. Ela aborda algumas das questões mais complexas sobre os sistemas biológicos, como sua origem, evolução, distribuição e futuro, na Terra e, possivelmente, em outros planetas e luas. Por ser multi e interdisciplinar é, acima de tudo, uma ferramenta para facilitar a comunicação e interação entre especialistas de diferentes áreas, e também com a população em geral, já que trata de temas que despertam o interesse geral.

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Pela primeira vez, temos as ferramentas tecnológicas e o rigor científico à disposição para lidar com alguns dos problemas mais complexos e antigos da humanidade: De onde viemos? Para onde vamos? Estamos sozinhos no Universo? A Astrobiologia procura responder essas perguntas baseando-se na história da vida na Terra e suas relações com o planeta, extrapolando esse conhecimento para o desenvolvimento de metodologias para o estudo de outros mundos, seja com robôs, missões tripuladas ou técnicas astronômicas. Os cientistas dessa área estão desbravando novas fronteiras do conhecimento humano, mas esse é apenas o início desse esforço interdisciplinar e internacional, que já está se estabelecendo também no Brasil. (Texto retirado do site: http://www.tikinet.com.br/iag/)

O Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da USP divulgou um e-book gratuito sobre o tema. Além da edição caprichada, o volume foi escrito de olho no público amador e está muito, muito fácil de entender. Vale a pena dar uma olhada.

Você pode fazer o download aqui

Ebola: uma visão geral

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Fonte: Center for Disease Control and Prevention -CDC

 

A epidemia de febre hemorrágica causada por Ebola em 2014 no oeste da África, é de longe o maior surto desse agente que já existiu. O Agente etiológico dessa doença, o ZEBOV (Zaire Ebolavirus) e outras espécies de Ebolaviroses, estão classificados no gênero Ebolavirus da família  Filoviridae (denominados assim pelo seu aspecto de filamento). ZEBOV  é um agente, que se não fosse a indiferente natureza de um vírus, poderia obter facilmente o adjetivo de assassino em série, sem muito esforço, o vírus é letal pra cerca de 90% das pessoas que o contraem. A morte geralmente é resultante de falência múltipla dos órgãos e complicações hemorrágicas graves (dizendo de outra forma, não tão fofa e sensacionalista, o acometido se esvai em sangue por todo e qualquer orifício do corpo).

As filoviroses (Ebola, Zaire, Marburg etc) são autóctones da África. O nome Ebola é derivado do rio Ebola, situado na República Democrática do Congo, onde os primeiros caso da febre hemorrágica foram reportados em 1976. As evidências sugerem que o Ebola tem um ciclo silvestre que se dá entre morcegos ( O reservatório que agiria como um vetor) e outros animais como primatas e antílopes. Os humanos provavelmente contraíram o vírus pelo contato com esses reservatórios animais, seja por caça ou preparo da mesma para alimentação.

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A infecção do vírus Ebola de humano para humano pode acontecer pelo contato com o sangue ou fluidos corporais de um indivíduo infectado, ou contato com corpos de vítimas da febre hemorrágica. Há indícios de que o vírus também possa ser transmitido pelo ar, e data a agressividade do Ebola (Infectando primatas e sem cura pós-infecção), no jargão científico, ele é chamado de um agente quente, tanto que as pesquisas realizadas com Ebola, são realizadas em laboratórios de nível de biossegurança 4 (NB4), onde os laboratórios são em geral subterrâneos e os pesquisadores usam trajes espaciais biológicos, com o intuito de evitar qualquer eventual contato com o patógeno.

Dados da WHO (World Health Organization) indicam que até 17 de janeiro de 2016, 28.602 casos, desses foram a óbito 11.301 (ver tabela), incluindo países não só africanos, como também Europeus e os EUA.

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Apesar de ainda não termos nenhum tratamento para a doença em casos de infecção, foi recentemente desenvolvida uma vacina que provê com 100% de eficácia, proteção contra o Ebola, fato a se comemorar na comunidade científica. Entretanto, pouco se sabe sobre a doença e longo é o caminho a ser trilhado no sentido de erradicar totalmente essa mazela emergente do mundo.

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Fontes:

http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2016/ebola-vaccine-results/en/

http://mobile.nytimes.com/2016/12/22/health/ebola-vaccine.html

https://www.cdc.gov/vhf/ebola/resources/virus-ecology.html

http://www.universoracionalista.org/vacina-contra-ebola-passa-no-primeiro-teste-em-humanos/

Zawilińska B1, Kosz-Vnenchak M. General introduction into the Ebola virus biology and disease. (2014) <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25694096&gt;

O Regresso

Olá, primatas. Venho aqui informar ( seja lá quem for, caso alguém acompanhe esse negócio aqui) que estive afastado durante um tempo. Estava em estágio, fazendo a pesquisa que irá gerar um belo bebê TCC (espero), e por esse motivo, os posts foram tão escassos nos últimos meses. Porém… Estarei retornando com as atividades no blog e tentarei manter uma meta de ao menos dois posts (de preferência textos) por semana sobre nosso admirável mundo da ciência.

Life long and prosper.